sexta-feira, 10 de outubro de 2008



Continuo, mesmo quando meus pés cansam. Sigo por estradas e caminhos que me
desviam do meu rumo. Rumo sem rumo nenhum. Caminhos de caminhos desconhecidos.
Aventura sem perigos ou alegrias. Apenas o mesmo caminhar incessante daqueles
que seguem o que já fizeram vias atrás, e que insistem em tropeçar na mesma
pedra.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Giz



E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo:
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei...


Letra: Renato Russo

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sufocados...



Noites intranquilas,
veladas pela ansiedade...
Desejos calados,
mudos pela sobriedade...
De vidas distantes,
esquecidas na eternidade...

sábado, 9 de agosto de 2008

Impressões


Todos os amanheceres seriam menos iluminados,
comparados aos meus olhos quando te vejo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sentidos

Uma brisa gélida toca minha face,
tão distinta do rubor que antes a aquecia...
Essa mesma brisa resseca meus lábios,
antes sempre latentes pelo teu beijo.
Apenas meus olhos permanecem úmidos,
molhados pelo orvalho de minhas lágrimas...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Forma sem nome e número


Sei que toda poesia é frágil,
na ausência de um sentimento sincero.
Sei que toda lágrima é de sal,
quando a saudade é incalculável.
Por isso, sei também que minha espera não é vã,
apesar de algo que quando mais se persegue,
mais lhe escapa.

Escrito no dia em que pedi uma resposta...


E a luz dos meus olhos se acendeu,
como se a lua saísse da frente do sol.
Meu sangue correu livre em minhas veias e,
em dias, respirei aliviada.
Era sua voz que eu ouvia,
era seu cheiro no ar,
seu olhar no meu.
Era você chegando.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Aviso aos candidatos

Lembro aos candidatos, que apesar das novas limitações às campanhas, o uso de "santinhos" continua liberado. Somente a São Longinho foi vedada a distribuição de "santinhos".
É que o coitado está cansado de pedidos de promessas perdidas. Até porque se o candidato não cumpre, porque o eleitor deveria?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Apenas mais palavras...


Tão solitário meu caminhar,
por entre casebres e palácios,
no meio do joio e do trigo.
Sinto minhas mãos trêmulas,
sacudidas por soluços incessantes e disritmados.

Agora não tenho mais esperança,
porque não tenho respostas
somente perguntas sem sentido.



Que será de nós?


Será que o tempo não perdoou?
Será a distância que nos separou?
Será que nossa sorte nos abandonou?
Será que todo sentimento se esvaiu no mar?
Será nossa sina a de amantes distantes?
Será que meu abraço se apartou do teu?
Será que meu mundo sobreiverá?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Considerações iniciais

Tempos com esses me fazem pensar,
se vale a pena a vida que levo.
Tempos que levam a atitudes desmedidas,
situações que nem tentamos analisar.
Tempos instáveis, e que de tanto penar,
eu sei que posso prosseguir, só não sei se devo.
Tempos de causas egoístas e descabidas,
onde fazemos o que seria impossível de realizar.
Tempos como esses nos dão desculpas,
e fazemos tudo assim não por falta de outro jeito,
mas por que dessa maneira é mais fácil.