terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Indecisões cotidianas

Porquê? Não faltam motivos... As razões são diversas de todas as desculpas se perderam... Esquecer que se trata de uma outra realidade é agora o mais imediato a se fazer. Esquecer e continuar na estrada. Pois as mudanças servem-nos como uma âncora para seguir para o novo mundo, sem pensar nas tempestades passadas, nem nas noites em claro q se tornam tão cotidianas... O primeiro passo é inevitável, mesmo porque certas situações não se prolongam indefinidamente. No entanto, alguns pensamentos são difíceis de modificar, e a inércia é uma inimiga de calibre considerável, principalmente em alguém como eu, que necessita de estabilidade. Tentar prosseguir pela trilha indefinida à minha frente é o que tento no momento, mesmo pensando a cada instante em retornar... Porém as novas flores que vejo nesse caminho, encobrem aos poucos os espinhos que ainda vou encontrar..

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

(A)mares



A incerteza pesa em meus ombros

da necessidade de um dia ver,
Rever o passado em meio a escombros
de todas as memórias do que vim a ser.

Desnecessária toda a ilusão que alimentei
pois de nanda me serve um remo,
Se não navego nos mares que invetei
e de meus monstros já nada temo.

É por que, entre mil ocenaos reias
mais imensos e profundos que um céu,
Em meio a ondas de versos banais,
que eu naufrago em rochedo aos leú.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008



Continuo, mesmo quando meus pés cansam. Sigo por estradas e caminhos que me
desviam do meu rumo. Rumo sem rumo nenhum. Caminhos de caminhos desconhecidos.
Aventura sem perigos ou alegrias. Apenas o mesmo caminhar incessante daqueles
que seguem o que já fizeram vias atrás, e que insistem em tropeçar na mesma
pedra.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Giz



E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo:
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei...


Letra: Renato Russo

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sufocados...



Noites intranquilas,
veladas pela ansiedade...
Desejos calados,
mudos pela sobriedade...
De vidas distantes,
esquecidas na eternidade...

sábado, 9 de agosto de 2008

Impressões


Todos os amanheceres seriam menos iluminados,
comparados aos meus olhos quando te vejo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sentidos

Uma brisa gélida toca minha face,
tão distinta do rubor que antes a aquecia...
Essa mesma brisa resseca meus lábios,
antes sempre latentes pelo teu beijo.
Apenas meus olhos permanecem úmidos,
molhados pelo orvalho de minhas lágrimas...